



Algumas pessoas me perguntaram, então respondo aqui mesmo. Sim, tem alguma coisa de autobiografia nessa história. Diria, no entanto, que é autoficção. De alguma forma ela é reflexo de um período que já passou. Acho que é praticamente impossível abolir totalmente o tom autobiográfico em um trabalho, mas não é o que está me estimulando a produzir no momento. Tem gente muito mais competente do que eu fazendo isso, então o que não falta pra ler são histórias interessantes nesse aspecto. Acho que o blog está parado a tanto tempo por conta de loucuras como essa, pensei muito se publicaria ou não essa hq aqui. Não pelo que ela diz em si, mas no que eu quero dizer com minhas histórias (mesmo que não queira dizer nada). Foi interessante fazê-la, mas algo ainda me incomoda. Acredito que as próximas histórias terão tons tão diversos quanto as que precederam essa. Talvez esta seja a verdadeira busca. Pode ser que eu esteja abandonando o aspecto do fantástico de meu trabalho (sim, eu ainda continuo editando a Peiote), e, se for o caso, foi uma boa despedida. Espero que vocês tenham gostado.
Abraços!
Jaum